| Em respeito � originalidade, este blog n�o faz nenhuma altera��o nos textos recebidos.
|
25/10/2005 10:56
A ponta da História, não oferecida na íntegra, segundo óbvias diacronias, vê-se deturpada enquanto nada. Aqui à ela não se corrobora para fontes de pesquisas ou correntes ideológicas; distintas linhas de pensamentos; sem quaisquer discernimentos, em detrimento do NOVO TEMPO.
A princípio, note que o mundo nos seus mais austeros ventos evolutivos, justifica-se sem alguma coerência. Surgiu ao acaso! Após o Big-bang; da personalização universal; da configuração das galáxias;.. Note que o mundo se maquiou à eras, períodos, sendo o ser homo, indiscutivelmente o meso e neolítico, foi procurando domina-lo, entricheirado em seus caminhos. Note que o mundo. Note o mundo. Notemundo!
Eu caminhava na França liberal, transindo oniricamente, e pensando à razão de ter trocado o curso de Medicina pela regência musical. Numa confluência iluminista, ditava o ideal numa esquina, ou de passagem, eu, Montesquieu ou Voltaire, conversávamos até que o tempo em absoluto caísse. Intuitivamente, meu sonho era à maestria. Mas não era nobre ou oriundo da burguesia. Casado, de sogro militar-conservador, combatia minha destreza artística. Sustentava-me também com sua gestante filha, e espinafrava-a:
- Como esse louco larga a Medicina?
Terei de lecionar música enquanto não me formar, então, a prover o sustento de minha família.
Até 1968, fui militante do movimento estudantil. Subia nos postes, corria sobre os carros, inflamando discursos contra o regime militar que apunhalara o Brasil. Participei de todos os movimentos de resistência, sejam culturais, artísticos, orgiásticos, e até a passeata dos cem mil. No entanto, eu já era figura conhecida no Departamento de Organização Política e Social ( DOOPS ). Após o AI-5, tive cair na clandestinidade e acabei aderindo à luta armada. Por volta do início dos anos setenta, nossa organização, precisava amealhar fundos para executar o seqüestro de um embaixador estrangeiro, cujo objetivo era sua troca a do diplomata -, pela soltura e envio de alguns companheiros amigos presos políticos -, para um outro país.
E no banco, empunhei minha arma:
- Não é um assalto!.. Dizia ... Somos de um movimento revolucionário... Vocês não sabem, mas existe uma ditadura dirigindo o país que vem a tolher nossas liberdades individuais, e governa o Brasil a seu bel prazer...
Enquanto meus camaradas recolhiam a grana, eu continuava discursando:
- Se todos continuarem deitados, se ninguém reagir, não vamos machucá-los!.. Não é assim que almejamos a revolução!.. Estamos nos sacrificando bem comum da nação...
Terminada a ação, saímos correndo da instituição bancária, com as sacolas de dinheiros nas mãos. Jogamo-nos de encontro ao veículo estacionado bem próximo à nossa espera, o qual, logo arrancou. Ainda ouvimos os disparos do revólver do guarda contra o automóvel, mas não deu tempo deles nos perseguirem. Já comemorávamos, no exato momento, o sucesso da atividade!
Em meio àquela bruta euforia, um dos militantes, companheiro de luta e do referido assalto me perguntou:
- E aí camarada... Prefiro resguardar meu codinome clandestino, e prosseguindo... O que faremos com todos tantos cruzeiros?.. Alugaremos um aparelho maior?.. Compraremos mais armas?.. Seqüestraremos logo o embaixador?!
Eu contava algumas cédulas e não me demorei em respondê-lo:
- Nada, seu babaca!.. Vamos dividir o tutano, para sairmos da merda... Eu, particularmente, pretendo queimar fumo e pegar onda no Havaí!
Contudo, em um nublado dia texano, encontrei despretensiosamente, William Seward Burroughs bebendo num bar. Cumprimentei-o formalmente e ele, num tom amistoso, jamais bichoso, requisitou outro copo e mais uma cerveja. Quiz saber de mim: como andava a vida, a família, o Getúlio, o Dutra, o Brasil!.. Respondi que tudo caminhava na mesma merda do pós-guerra. Confessou-me ter entocado em sua casa, algumas cápsulas de morfina, um pouco de pó e erva. Eu disse a Seward que apesar de está há tempos longe da droga, enfim, bateu à fissura, à tentação, pudera?
Já onde morava o escritor, usando seus próprios instrumentos, ele aqueceu uns centigramas de morfina com um pouco de água numa colher, e logo adicionou com uma lâmina, um pouco de cocaína na solução, e puxou no conta-gotas. Eu amarrei o cadarço do meu sapato no braço, enquanto Burroughs procurava nele uma veia. Não foi difícil! Quando senti o efeito da droga entrando em mim; avassalando meu corpo. Chapações causadas, justamente por substâncias tão distintas! William resolveu fumar uma ponta de maconha, e eu, permaneci naquele sofá, divagando, um puta que pariu,noutro plano!
Helena, colocou um disco antigo do Led Zeppelin. Tomávamos vodka, e conversávamos sobre o futuro da nossa banda. Mas aquela porra decenária me enjoava! Eu pedia, pedia e suplicava à minha namorada por algo mais atual. Então, parti a vitrola num chute. Terminamos à noite, tirando no violão The Smiths, Zero e Legião!
Parmênides, da Eléia, ficou sabendo de mim e me solicitou à conversar. Fui ter com o filósofo e discutimos Sobre a natureza; Xenófanes; a filosofia jônica; a grega no geral - e ateniense. Mas antes falei com Heráclito, sabatinando O ser e não-ser. Muito antes, fui agricultor; construtor de diques e barragens; escriba às margens do Tigre e Eufrates. Entre-rios eu coçava às orelhas e já mostrava meus dotes sacanas na antiguidade. Mais à frente de Parmênides -, fui apaixonado por Maria Madalena, uma meretriz da Galiléia, pela qual, valeu-me um desejo insaciável e a produção sudorípara em superescala , à incansáveis punhetas. Um dia ela se ajoelhou diante do homem de Nazaré, o qual, intitulavam-no como o profético messias das sagradas escrituras judaicas. E a prostituta seguiu o peregrino com um status de ex,.. Perdoada, deixando-nos como uma multidão de incrédulos a sós. Soube de alguns que se mataram. Outros se deram aos nós!
No ano 1888, estive em Turim na Itália e resolvi visitar Nietzsche. Congratulei-o pelo Zaratustra, Pelo bem e pelo mal, dentre tantos tratados filosóficos, também resolvi agradecê-lo pelo curso de Filologia que ministrara em meus tempos de delírios universitários. Ao levantar o caso Wagner ao filósofo, ele me mandou tomar no cu.
Segunda guerra mundial!.. No continente europeu, iniciava-se uma revolução de dimensões psico-sociológicas na humanidade. Deve-se ressalvar: na Europa, propriamente, era o palco da peleja num caráter mais veemente. Tão logo, apolítico, ou talvez um anarco-comuna não Stalinista -, eu me resguardava ao existencialismo, ainda como exercício intelectual alternativo, e comia uma menina. Claro, era virgem a tal guria! Naquele tempo, algumas garotas ainda resguardavam o hímen ao matrimônio; à redenção do casamento! Olhe que o velho mundo sempre foi mais avançado em determinados conceitos em relação às Américas. Tomemos como exemplo o caso da Holanda!...
Pois bem, um dia, a Alemanha invadiu Paris. Fui preso pelo exército nazista, mas nem liguei! Ela a vadia -, já não me dava mais a bunda mesmo!.. Passei os dias naquela Bastilha, lendo na surdina sobre Rosa Luxemburgo; ouvi falar de um esquerdista chamado Luiz Carlos Prestes; mas comuna nunca fui não!,, E como diz o Chaves: -Isso, isso, isso, isso...
Onde andará a tal virgenzinha do rabinho doce e endiabrado? Se foda a História também, a Geopolítica do vigésimo século e os caralhos! Quem premiou os civis foi a descolonização afro-asiática; as bombas de Nagasaki e Hiroshima; a guerra-fria...
No dia 11 de setembro, cheguei bem cedo à cede de minha empresa. O bigode pontudo e uma barriga sedentária, acenava-me o sucesso no ramo executivo. Esperava um outro empresário também brasileiro, mas não erradicado como eu, para uma reunião de negócios. Esperei, esperei. Afroxei a gravata e ele apreceu. Faltavam poucos minutos para às oito da manhã. Confesso que me arrepiou sua segurança transmitida, à primeira vista, bem como o jovem passou. Apresentou-se! Usava um perfume bem suave. Duma fragrância tênue. Bem alinhado, seu olhar arregalado de garoto buscando o primeiro emprego. Sua negritude latina, surpreendeu-me como há muito não acontecia. Imediatamente liguei para o ramal de minha secretária e ordenei não me repassar quaisquer ligações, nem que fosse minha esposa, filhos, doutros negócios, de porra nenhuma, da casa!..
Após algumas observações, intuindo me ao agrado, mas não persuadindo, o rapaz elogiou o local escolhido para o estabelecimento de meu escritório. Olhava a paisagem através do onipotente vitral e dizia:
- World Trade Center, ótimo local!
- Este é o resultado de árduos anos de trabalho, servindo à ideologia capital, garoto... Assim, eu o respondia.
O menino atraente, iniciou seu discurso. Alegou possuir no Brasil uma fábrica de calçados, herda de seu falecido pai e, estava tentando inserir seu produto no mercado norte-americano. Aí eu entraria como agenciador, visto que no ramo de importação e exportação seria mais fácil para ele, com alguma possibilidade de lucro para mim. Meu trabalho seria importar seus calçados e, em consignação, distribuir entre o comércio novaiorquino. Assim, eu tiraria uma porcentagem na transação. Eu disse que minha especialidade importadora e exportadora não era no ramo primário. Costumava trabalhar com tecnologia de ponta. Intermediava venda de alguns aparelhos eletrônicos para a América Latina, sobretudo, meu campo de ação estava concentrado entre à Europa Ocidental e os Estados Unidos. Contudo, poderia ajudá-lo no que fosse preciso.
Diante deste pacto - firmado a princípio com um bom uísque -, acabamos por cair em conversas mais pessoais:
- Você não me parece pequeno empresário, está mais para advogado... Observei-o.
- Como assim o senhor deduz?.. Perguntava o rapaz bestificado.
- Não sei, posso está enganado com meus anos de experiência profissional e acadêmica... Mas que parece um advogado, sim! dizia acendendo um charuto.
- Administração de Empresas na USP... Saciava o menino sobre minha áspera dúvida
- USP?!... Você foi muito na formação...Também iniciei Administração lá!.. Confesso que não me adptei ao curso e acabei me graduando em Economia. Daí, resolvi estudar um pouco mais e passei pela Engenharia Elétrica, Direito, Física. Na UFRJ, cumpri alguns períodos de Arquitetura, mas conclui Filosofia e História. Não, Antropologia já cursei em Standford, onde colei o grau no mestrado! Depois de um doutorado em educação na UCLA, um phd em Geofísica, e o início da Medicina em Harvard, terminou minha singela e curta carreira estudantil.
E continuamos conversando, mais à vontade sem qualquer formalidade.
Passavam-se segundos, minutos e estávamos cada vez mais envolvidos. Eu sabia que o rapazola, como dizia meu saudoso avô, também ficara admirado com os meus vinte e poucos anos de experiência à sua frente. Nunca havia sentido isso! Não sendo algumas aventuras passageiras com algums adolescentes antes e após o casamento, nada!
Até que me via acariciando sua mão. Ele não reclamava. Omitia-se ao fato e acho: até gostava! Logo, era ele tocando minhas pernas, e não me lembro bem sobre o nosso assunto naquele momento; e logo estávamos abraçados, dados aos beijos agressivos, cinematográficos, molhados!
Eu chupava seu tórax e abdômem muito bem delineados, de quem pratica exercícios físicos, enquanto ele se dava ao suor de meus pêlos e apertava minhas ancas. Simultaneamente eu tocava seu pênis, entrelaçando sua lingua na a minha sem que nossos lábios se esbarrassem. Estava tenso. Sentia-me como um púlbere de espinhas no rosto, entregue à uma prostitura para a iniciação no caminho do amor. Pensava, justo eu, um cinquentão, e talvez o meu amante, naquele momento, possuindo no máximo a idade de meu filho, estivesse ainda mais atordoado.
Rolávamos pelo chão, amarrotados, eu já tocava seu sexo com a boca, até que um imenso estrondo abalou o edifício. Um barulho estridente e observávamos das janelas uma fumaça negra dominando o céu imperial de Nova Iorque. Pessoas corriam exasperadas, .. Help-me!... Oh, my good!.. Era o que mais se ouvia. Uma funcionária invadiu meu gabinete e se atirou pela janela, estilhaçando todo o vitral. Estava instaurado o caos! Sentíamos o prédio balançar e tremer ao mesmo tempo, junto a uma neblina que poluía o ambiente. O garoto, correu para baixo de minha mesa, orando pela sua prórpria vida. Ajoelhado ao chão, suspendi minhas mãos para às últimas considerações:
INDUMENTADA À ODISSÉIA MALÍGNA
MESSIÂNICOS CONDUZEM ÀGUIAS GIGANTES,
NUM ERUDITISMO DE TERROR.
TRAZEM ATROZMENTE FOGO E FUMAÇA.
VARREM UM PODRE MUNDO, SUAS TRAÇAS!
ORIENTANDO O SENTIDO DO AMOR.
ACENTUANDO FEROZMENTE À RETRAÇÃO GLOBAL.
O CONFRNTO POLIDUAL.
O DUELO FINAL!
Na Esparta, a urgência da guerra do Peloponeso, por volta de 381 a.c, talvez não me fizesse feliz. Como bom descendente de espartíatas, fazia valer minha cidadania: Educava, ensinava e treinava os meninos que seriam um dia como eu, futuros guerreiros, defensores da austeridade cívica e militar estatal. Os quarenta e um anos da guerra (403 à 362a.c), representavam dias quentes, beligerantes, turbulentos. Todavia, trocávamos carícias eu e os rapazes -, nalguns instantes.
Analistas prognosticavam os conflitos balcânicos, enquanto eu, seduzido, admirava o painel da guerra. Os rebeldes do UCK ( Exército de Libertação de Kosovo), lutava contra a varredura sérvia. Meu pincel albanês, imaginava Milosevic o Príncipe Negro -, planejando bombardeios sanguinários em telas, numa perspectiva étnica.
Porém, frustrou-se quando a OTAN interveio. Houve dissensão guerrilheira. Na virada secular à península se retraiu. Vejam: a Sérvia vendeu os tribunais de Haia, Milosevic, seu ex-presidente. Prossegui pintando quadros contundentes. Ninguém está contente!
Em 1979, retornei do exílio político com a new-left na cabeça e um futuro nas mãos. Após ter dançado na guerrilha urbana, posteriormente também entre os desbundados, e finalmente no Studio 54. Eis que trazia no currículo o terrorismo revolucionário isso após ter me embriagado no 74 dos Cravos! Passeei pelo mundo a cavalo, e então, já me via preparado para o equilíbrio entre a abertura gradual e o socialismo democrático.
Ao pisar neste solo patriótico, fiz contato com Glauber Rocha, almejando um novo trabalho. Eu estava duraço, e pintou um papel em seu mais novo projeto nominado: A idade da terra.
Não era a primeira vez que eu trabalhava com o cineasta. Houve uma oportunidade por volta de 1966, noutra produção sua Terra em transe -. Glauber na época salientou que me cairia bem o papel de Sylvia( personagem do filme). No entanto, ele encontrou uma atriz mais bonita e nata. Assim, acabei por encenar a negra bandeira da imaginária Eldorado, cuja utilizada em várias tomadas por D. Porfírio Diaz, interpretado magistralmente pelo célebre Paulo Autran. Fui parte da cena clássica, quando a referida personagem percorre num automóvel conversível com a cruz e comigo a bandeira na mão, após dar um golpe na república metafórica.
Desta vez, o diretor fora taxativo: eu encenaria o Crysto Militar, não... O Crysto Negro, não... O hippie, não... Rosa Madalena, não... Bramhs, não... O Capeta, não... Não, não, não, NÃO!..
(AUTORIA: LUCILUZ)
luciluz@gmail.com
enviada por Plantando Letras...
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|