Este blog nasceu da id�ia de publicarmos poesias, cr�nicas, contos, textos... nossos e dos nossos amigos e amigas. Esperamos contar com participa��o de todos e todas.   Ded� , F� e Andr�a .

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J� passaram por aqui [#CONTADOR#] amigos e amigas

Transe

Quando n�o se tem o que escrever n�o se escreve nada?

Deixa-se o transe tomar conta de sua alma

E depois o que vier vai ser obra da loucura

Sim, porque � a loucura!

� deixar-se ser o que ningu�m se encoraja

� deixar a ess�ncia viver

Tem gente que consegue ser louco e n�o entrar em transe

Ser�?!

Mas tem gente que n�o consegue entrar em transe sem se deixar ser louco

Acho que sou esta

Sou esta que fica louca

Que entra em transe

Que deixa algu�m tomar conta de sua alma

Que v� sua alma como algo coletivo

Que acredita que o coletivo �s vezes � individual

Que v� assim um indiv�duo como voc� mesmo �s vezes

Mas que nunca consegue, ou quase nunca consegue, se ver num coletivo

Que consegue se ver sozinha na multid�o

Que multid�o! Nossa que multid�o!

Que solid�o! Minha nossa que solid�o!

Viram s�?

O transe se fez

(Edelaine)




Em respeito � originalidade, este blog n�o faz nenhuma altera��o nos textos recebidos.

25/10/2005 10:58
Naquela manhã sua vida tomara um caminho diferente. Não dobrou a esquina habitual que o levava ao trabalho, pois um pouco antes, como se uma simples lembrança pudesse desvelar uma vida inteira, ele desistira dos dias e desandara silenciosamente em direção a um silêncio ainda maior. Sentiu emergir toda a angustia e tensão que acumulara como patrimônio, e que na noite anterior quase lhe explodira a cabeça e o coração; Invadiu-lhe uma vontade enorme de vomitar, mas não o fez, apenas pronunciou algo quase inaudível e não dobrou a esquina. Atravessou a rua, abaixou a cabeça, sentiu o sabor do sal atravessar-lhe os lábios e caminhou, pensando que só queria distanciar-se de tudo, esquecer tudo, perder tudo, o trabalho já passou, a família se foi, o amor secou, minha casa não mora mais em mim, posso caminhar em paz, pois já não há mais nada a fazer. Abaixou a aba do boné como se quisesse fechar os olhos para sempre; agora via apenas seus passos sobre a calçada esburacada enquanto ouvia a própria respiração, suave como a de um peixe; sentia o sal ressecado sobre suas pálpebras e o suor que se acumulava nas sobrancelhas. Esquecia quase tudo e começava a não sentir mais nada, já não reconhecia o caminho por onde andava, subidas, descidas, avenidas, ruas, praças, a cidade já não se via, uma estrada, pontes, pequenas vilas, o sol ardente da tarde, morno no poente, a chegada da noite, os músculos e o estômago doloridos, a cabeça vazia, a chuva que começa a cair, a porta de ferro que se fecha, a caixa de papelão vazia, o corpo exausto e adormeceria pensando num passado feliz e perdido. Sob o papelão, como um palhaço, ainda insinuou um ínfimo sorriso, emocionado, triste e morto, como o seu amor pela vida.
(Roberto QT - robqt@terra.com.br)
enviada por Plantando Letras...






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Estrelas...

Quem s�o elas?

Quando a noite cai elas surgem para preencher o c�u com todo seu brilho e encanto

Iluminam o mundo em parceria com a lua

S�o atores completos, singelos e anunciantes

Diferentes, quando se encontram se completam harmonicamente fazendo o c�u parecer um manto bordado.

E cada ponto � perfeitamente costurado, aperfei�oado, entrela�ado

Quem s�o elas? As estrelas que hoje se apresentam nesse c�u encantado...

Somos n�s, s�o voc�s

Sejam bem-vindos e contemplados!!!

(Fabiana Teixeira)